Quem Somos | Clube Naval de Lisboa

História

O Clube Naval de Lisboa iniciou a sua actividade em Novembro de 1891, numa histórica reunião efectuada na Ponte dos Vapores Lisbonenses, ali, à beira do rio e do Cais de Vicente Sodré, vindo os seus estatutos a ser aprovados em 27 de Janeiro de 1892, data oficial da sua fundação.

O Clube Naval de Lisboa foi capaz de manter uma posição de destaque no âmbito dos desportos náuticos, desenvolvendo a sua actividade nas áreas de formação, competição e lazer, protagonismo esse que justificou, ainda na monarquia a designação de «Real», e mais tarde, a concessão de diversos títulos e honrarias de que se destacam:

- Instituição de Utilidade Pública;
- Comando da Ordem Militar de Cristo;
- Medalha de louvor da Cruz Vermelha Portuguesa.


O acervo histórico do clube inicia-se em:

1828 - A 18 de Agosto é fundado o Arrow Club
1862 - Extingue-se o Arrow Club e funda-se o Club de Remeiros Lusitano.
1864
- A 29 de Janeiro o Club de Remeiros desafia a Nau inglesa Edgar para uma regata
1873 - Fusão do Club de Remeiros com o Tagus Rowing Club.
1879 - Regata entre Lisboa e Porto.
1881 - O Club de Remeiros Lusitano passa a Rowing Club de Lisboa.
1883 - Regata contra o Clube Naval Portuense
1885
- Regata no Douro
1891
- Em Novembro, acontece a fundação como Club Naval de Lisboa
1892
- 27 de Janeiro de 1892- estatutos do Clube Naval de Lisboa aprovados.
Dela fizeram parte Abel Power Dagge, Augusto César de Paiva Moniz, Frederico José Burnay, João Féliz Peixoto, entre outros.
Juntos, num compartimento do edifício da antiga ponte dos vapores Libonenses, redigiram os primeiros estatutos do Clube Naval de Lisboa, onde se determinara que o CNL tinha como princípio fundamental prestar a «cooperação à utilíssima, nobre e filantrópica ideia da criação dum posto de socorros a náufragos», acrescentando ainda que a «arte de remar é não só útil em 1000 eventualidades da existência mas também um ramo importantíssimo da educação física».
A direcção do Clube estabeleceu-se primeiro num 1º andar do nº 10 da Travessa do Corpo Santo. No entanto, uma vez que esta casa não se adequava para os fins desejados, optou-se por alugar outra na Rua da Moeda (nº 15 1º andar). Este local oferecia melhores condições pelo que se tornou efectivamente na primeira sede do Clube Naval de Lisboa.
1893 -
O Rei D.Carlos aceita o lugar de Comodoro Honorário para o seu filho D.Luis Filipe.
O Rei retribui a gentileza do acto concedendo ao Clube o título de Real Clube Naval de Lisboa.
1894 -
Pela primeira vez em Portugal, uma mulher, Dona Eleanor Bucknall, sócia do Clube, tomou parte numa regata governando o seu próprio barco de vela.
1895
- Suas Majestades El-Rei D.Carlos I e a Raínha D. Amélia aceitaram os títulos de sócios protectores do Clube Naval de Lisboa.
1897
- El-Rei D.Carlos aceita o cargo de Comodoro do Clube Naval de Lisboa.
1898
- Novo estatuto assinado em alvará pelo governador civil.
Neste ano é iniciada a construção da primeira sede de raíz de um Clube Náutico.
Realiza-se também a Iª Regata da Taça Vasco da Gama, em vela, organizada pelo Clube Naval de Lisboa.
1899
- A 17 de Julho é inaugurada a sede no Cais da Viscondessa.
1901
- Abertura das Secções de Cascais, Azambuja, Trafaria e Portimão.
Neste ano, por despacho de 22 de Agosto, do Ministro da Marinha, foi concedida a regalia do uso de uma bandeira privativa aos iates registados no Clube Naval de Lisboa.
1902
- A 7 de Abril inaugurou-se em Luanda uma secção do Clube Naval, em favor da causa da Educação Física.
O Clube Naval de Lisboa participa nas regatas de Henley.e inicia o ensino do remo aos alunos da Escola Académica.
A 14 de Setembro o Clube Naval de Lisboa organiza a Regata Leixões-Cascais, na qual o Lia, palhabote da Raínha, vence com o pavilhão do Clube Naval de Lisboa.
1903
- Abertura de um posto Náutico em Pedrouços.
1904
- A 29 de Maio o Clube Naval de Lisboa promove a instituição da Taça Lisboa em remo, a competição mais antiga de Portugal, ainda em actividade.
A 29 de Junho o Conde de Castro Guimarães vence para o Clube Naval de Lisboa a Taça Vasco da Gama com Carlos Bleck ao leme do iate Dinorah.
1906
- A 15 de Julho em Cascais ocorre um duelo entre Alberto Totta e Carlos Sá Pereira devido a uma regata da Taça Lisboa.
O iate Real Amélia faz um passeio arvorando o Pavilhão do Clube Naval de Lisboa.
1907
- Junho de 1906 a Março de 1907
Várias obras foram realizadas pelo Clube Naval, nomeadamente a construção de um telheiro para armazenagem dos barcos de vela, vestiário e lavatórios: o armazém das guigas sofreu igualmente ampliações.
As regatas iniciaram-se com a «Taça de Lisboa».
- Abril a Dezembro de 1907
Por não existir ainda a ideia de colectivismo da secção de Pedrouços nasceu mais um núcleo: o Clube naval Infante D. Manuel, onde se improvisam competições náuticas com elementos desertores do velho Clube Naval.
1909
- Face à estagnação das colectividades de remo e vela, foram-se desenvolvendo outras actividades, tais como o ténis, esgrima, ginástica artística, hipismo, a halterofilia, a luta greco-romana, etc.
O Clube Naval teve de acompanhar esta invasão e participar com ousadia, pois havia que acompanhar «a moda».
1910
- Com a implantação da República em 5 de Outubro , adivinhavam-se tempos difíceis para o Clube Naval e seus associados, pois estes sempre haviam estado estreitamente ligados à casa Real.
No entanto procurava-se encontrar o respeito pelas novas instituições.
Legalmente as cores azul e branca das insígnias do Clube, pavilhão e galhardetes tiveram que ser postos de lado e passando a utilizar-se as cores preta e encarnada.
1912
- O Chefe de Estado visita o Clube Naval de Lisboa. Manuel de Arriaga tinha sido remador do Clube.
Novamente se animam as regatas, passeios e a escola de vela.
Procurou-se participar nas provas internacionais, tal como o concurso de remo no Rio de Janeiro.
1914
- O Clube Naval de Lisboa institui a Taça Silva Carvalho para prémio da travessia do Tejo em equipas de seis nadadores.
1915
Neste ano o Presidente Teófilo Braga faz-se presente nas regatas do Clube Naval de Lisboa.
É sagrado campeão do mundo Alberto Lavandeira, pelo Clube Naval de Lisboa, na modalidade Motor na Prix Sporting Monte-Carlo.
O Clube Naval de Lisboa introduz o Pólo-aquático em Portugal.
Em Maio, o Clube institui a Taça Camões em Natação para provas de 500m por equipas de 5 nadadores (5x500), e a Taça Henrique Maufray de Seixas em provas de 100m por equipas de de 5 nadadores (5x100).
É instituida a Taça Herédia em barcos a motor.
1918
É instituída a Taça Páscoa para provas de natação de 200m por equipas.
É instituída a Taça Carlos Moura para a modalidade Pólo-aquático.
1920
O Clube Naval de Lisboa é um dos fundadores da Federação Portuguesa de Remo.
António Basílio Santos, atleta do Clube, representa Portugal na travessia de Paris. Foi a primeira participação do Clube Naval de Lisboa numa prova internacional de natação.
1922
O Clube Naval de Lisboa adquire o primeiro barco Shell 8 existente em Portugal.
1924
Nos jogos Olímpicos realizados em Paris, Portugal foi representado na prova de regatas de vela por um dos mais valorosos membros do Clube Naval de Lisboa, o Sr. Frederico Burnay.
1925
O Clube Naval de Lisboa representa Portugal no Campeonato da Europa de Remo.
1926
Este ano trouxe grandes modificações ao Clube. O Clube Naval de Lisboa mudava-se finalmente para uma nova sede, a sexta, instalada no topo oeste da doca de Alcântara, abandonando definitivamente a sede no cais do Gás.
As novas instalações mostravam-se verdadeiramente luxuosas: vestiários para senhoras e cavalheiros, salas de jogos e de leitura, salão de ginástica e local apropriado para banhos de sol.
Inauguração do primeiro barco-escola de Remo e de Vela, em simultâneo, em Portugal.
1928
Acontecimento do ano: a 30 de Março de 1928 o alemão Franz Roner partiu no seu tubo de cautchout da doca de Alcântara e cais do Clube Naval de Lisboa para uma arrojada tentativa de chegar a Nova Iorque.
A imprensa diária não faltou ao evento.
Neste ano, o Clube recebe a Medalha de Louvor da Cruz Vermelha.
1929
A 30 de Março fo concedida ao Clube Naval de Lisboa, pelo governo da Nação, a honrosa medalha da Ordem de Cristo.
1930
António Herédia e Ernesto Mendonça vencem nas regatas internacionais de Bordéus com um barco Star.
1931
Sua Majestade Jorge V de Inglaterra e o Presidente da República Francesa aceitam os cargos de Comodoros Honorários.
Neste ano é construída a famosa piscina do Clube Naval de Lisboa nas instalações do Cais do Gás.
Imposição das insígnias da Comenda da Ordem Militar de Cristo. O Presidente da República concede ao Clube Naval de Lisboa o grau de Comendador da Ordem Militar de Cristo.
1932
Por decreto oficial de 9 de Janeiro, o Clube Naval de Lisboa é reconhecido como «instituição de utilidade pública». Foi a melhor consagração em favor da causa da Educação Física Nacional.
Getúlio Vargas, Presidente do Brasil, aceita o cargo de Comodoro Honorário do Clube Naval de Lisboa.
É inaugurada a delegação de Portimão do Clube Naval de Lisboa.
Constrói-se nos estaleiros do Clube Naval de Lisboa um barco no qual Theodor Helm faz a travessia Lisboa-Nova Iorque.
1933
As provas desportivas continuam a animar a vida do clube.
O acontecimento mais importante deste ano foi, no entanto, a renovação dos velhos estatutos e regulamentos do Clube Naval de Lisboa.
O clube opta cada vez mais por se manter a par das novidades no campo do Desporto Náutico.
1934
No Automóvel Clube realizou-se a primeira exposição triunfal do desporto à qual o Clube Naval de Lisboa não deixou, obviamente, de participar.
Nela esteve uma Salva de Prata, cinzelada, oferecida pelo Rei D. Pedro V ao vencedor das regatas em 1854, Frederico Guilherme Burnay.
A rampa de acesso à àgua em frente das instalações do Clube torna-se exclusiva do mesmo.
1935
O Clube Naval de Lisboa participa no primeiro Porto-Lisboa em Remo.
1936
Neste ano, o Clube Naval de Lisboa, além de ser o organizador das regatas em Cascais, inicia também o ensino do Remo aos militares da Armada.
1937
Sua majestade Jorge VI, Rei de Inglaterra, aceita o cargo de Comodoro Honorário do Clube Naval de Lisboa.
1938
O Presidente da Rápublica preside às comemorações do maniversário do Clube Naval de Lisboa.
1940
Abertura da Secção de Lagos do Clube Naval de Lisboa
1941
Pouco depois do ciclone de Fevereiro que destruiu parte das instalações do clube, a brigada naval, manifestando a sua atenção para com o Clube Naval de Lisboa, entregou-lhe uma secção da antiga cordoaria do Abreu, em Pedrouços, para armazenagem dos barcos de vela.
1942
O Clube Naval de Lisboa está de parabéns, comemoram-se as suas bodas de ouro.
Para as festividades do seu 50º aniversário o Clube Naval de Lisboa realizou diversas solenidades de entre elas uma Conferência Radiofónica.
Disputaram-se várias provas desportivas e organizou-se um magnífico desfile de toda a flotilha do Clube que, ao passar em saudação frente às instalações do Clube, recebeu entusiástica ovação.
Para a disputa da Taça «Alfredo Duarte Rodrigues» participaram igualmente a brigada Naval da Legião Portuguesa e da Mocidade Portuguesa.
Foi igualmente realizado um jantar de gala no Café Tavares presidido pelo Sr. Comandante Peters, em representação do Departamento Marítimo do Centro.
As Bodas de Ouro foram encerradas por uma conferência, realizada pelo Sr. Joaquim Leote que historiou a evolução do remo através dos tempos.
A todas estas comemorações deu grande destaque a imprensa diária da época.
Em meados deste ano fo cedida a área de 300m2 junto à Doca de Belém, no recinto da Exposição do Mundo Português, onde o Clube instalou o seu «Posto Náutico de Belém».
1943
O Clube Naval de Lisboa abre a primeira escola em Portugal de Treinadores de Remo.
1944
O Clube faz-se representar na inauguração do Estádio Nacional.
Em virtude das obras para alargamento da Estrada Marginal o Clube vê-se forçado a desocupar o seu posto Náutico/Secção de Cascais que havia sido recentemente reparado.
1954
Em acta, no livro de posses original de 1892, é dado conhecimento da honrosa mercê com que sua majestade Britânica Rainha Isabel II distinguiu o Clube Naval de Lisboa, dignando-se aceitar assumir o cargo de Comodoro Honorário.
1959
Os irmãos Soares de Oliveira do Clube Naval de Lisboa, representam Portugal nos Campeonatos do Mundo de Snipe.
1964
Período de crise do Clube Naval de Lisboa, em que é voltada a pôr em causa a sua existência.
No Relatório Bienal da Direcção vem expresso que o crescimento do Clube estagnou há mais de 20 anos. Para o facto muito terá contribuído, no dizer de um dos seus sócios, «O apoio financeiro e Oficial do Estado a outras entidades, como a Brigada Naval e a Secção Náutica da Mocidade Portuguesa», em detrimento de instituições de grande Historial e que tanto têm dado à vida social e desportiva portuguesa e com as quais se poderia e deveria contar para o engrandecimento do Desporto Náutico Nacional.
1965
No Cais do Gás é construído na sede do Clube, um tanque de remo para 8 remadores, procurando-se assim reanimar esta secção.
1972
Foi autorizada pela Administração Geral do Porto de Lisboa, a utilização exclusiva do acesso ao linguete da muralha em frente às instalações da sede.
Após 16 anos de interregno voltou-se ao ensino da natação e, mesmo à competição nesta modalidade, mau grado a exiguidade das instalações.
O campismo também apresentou um razoável movimento apesar de ser uma secção recém-criada.
1980
Foi iniciada como autónoma a secção de «Levantamento de Pesos», com um ginásio próprio.
1991
Entrega-cedência pela Câmara Municipal de Lisboa, de um espaço devidamente recuperado no edifício «Galinheiras» no Cais do Gás, destinado à armazenagem de embarcações.
1992
Por ocasião das comemorações do 1º Centenário do Clube foi publicado um pequeno estudo intitulado Clube Naval de Lisboa. Um Século de Existência.
2000
Por ocasião das comemorações do seu 108º aniversário, o Clube Naval de Lisboa organiza, em colaboração com o Metropolitano de Lisboa, uma exposição Náutica na Estação de Metro do Cais do Sodré. As comemorações são encerradas com a realização da “Iª Regata de Remo Indoor no Metro”.
O Clube passa também a ter a sua piscina aquecida, mediante o estabelecimento de um protocolo com a Junta de Freguesia de São Paulo.
2004
O Clube Naval de Lisboa, a Associação Naval de Lisboa e o CNOCA, com o apoio da Federação Portuguesa de Remo, organizam a Comemoração do Iº Centenário da Taça Lisboa.
Neste ano, é também instituído o Troféu Navalista, uma taça perpétua para ser disputada em Lisboa.

Órgãos Sociais

Estatutos

Regulamento Interno

  • Clube Naval de Lisboa
  • Cais do Gás, letra H    1200-109 Lisboa    Portugal